Pix: tudo sobre esse novo sistema de pagamento!

Pix é o novo sistema de pagamento criado pelo Banco Central para reduzir taxas e agilizar a transferência de dinheiro, realizada até então pelos sistemas TED e DOC. 

O novo meio de pagamento permitirá a transferência entre contas e pagamentos em até 10 segundos, além de funcionar 24 horas por dia. 

Leia também: Contas a pagar e receber: entenda como fazer um controle eficiente.

Para saber tudo sobre a novidade e entender o impacto do Pix no seu negócio, continue a leitura. Neste artigo, vamos explicar: 

  • O que é o Pix
  • Como funcionará o Pix
  • Como fazer transações com o Pix
  • Como o Pix mudará os sistemas de pagamentos
  • Principais dúvidas sobre o Pix

Boa leitura!

O que é o Pix

Pix é um novo sistema para pagamentos criado pelo Banco Central do Brasil.

Pix é o novo sistema de pagamento criado pelo Banco Central, estabelecido pelo comunicado nº 32.927, de 21 de dezembro de de 2018, posteriormente atualizado pelo comunicado n° 34.085 de 28 de agosto de 2019.

Considerado um dos projetos mais importantes do Banco Central, o Pix vai eliminar ou reduzir a necessidade de carregar dinheiro na carteira, trazendo mais segurança à população, além de reduzir as taxas das transferências.

Com o Pix, será possível pagar contas e transferir dinheiro em até 10 segundos, 24 horas por dia. 

O serviço estará disponível a partir de Novembro de 2020, através dos bancos privados e públicos, fintechs e comércio eletrônico.

Diferença entre Pix, TED e DOC

Atualmente, pessoas podem transferir dinheiro entre contas através de operações como TED ou DOC. No entanto, além das taxas que podem ser cobradas (de acordo com o seu banco), esses sistemas são mais limitados. 

O Pix vem para reduzir burocracias e agilizar o processo da transferência, além de reduzir o custo da operação. 

Veja, na tabela abaixo, as principais diferentes entre os sistemas: 

TED/DOC Pix
Forma de pagamento Quem envia o dinheiro precisa de informações como banco, agência, conta, nome e CPF do destinatário. O pagador precisa apenas clicar na chave ou ler o QR Code do recebedor para efetuar a transação.
Notificação O pagador não é notificado sobre a conclusão da transação (que não é imediata).  O pagador sempre será notificado sobre a conclusão, inclusive em caso de erros.
Disponibilidade Disponível em dias úteis, das 6h às 17h30. Disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. 
Custo Pode ter taxa para cada transação, conforme o banco. Gratuito para pessoas físicas.
Uso Mais limitado, tem critérios de volume a ser transacionado e prazo para conclusão. Terá múltiplos usos, incluindo para pagamento de contas.

Como funcionará o Pix

Para entender melhor como o Pix vai funcionar, vamos relembrar os meios de pagamento que existem atualmente: 

TED

O TED, ou Transferência Eletrônica Disponível, é uma forma de enviar dinheiro para outra instituição financeira. O valor, que não tem mínimo (o valor máximo pode depender dos critérios de segurança do seu banco), é credito até às 17h do dia da transação.

No entanto, só pode ser realizado em dia útil, dentro dos horários disponíveis pelo banco. Operações realizadas em finais de semana ou feriados serão finalizadas no dia seguinte.

DOC 

O Documento de Ordem de Crédito (DOC) é semelhante ao TED, mas, neste caso, o dinheiro sempre será creditado no dia seguinte à operação (ou mais, se a transação for realizada após às 22h).

Além disso, tem um limite de R$ 4.999,99.

Pagamentos de contas

Para pagar contas, existem as opções de boleto ou cartões de crédito e débito. No caso do boleto, também existe uma limitação para pagamento, sendo possível ser realizado apenas em dias úteis.

O boleto, também, gera um custo para quem o emite. Já os cartões geram taxa, cobradas do lojista ou da empresa recebedora.

E o Pix?

O Pix vai funcionar 24 horas, 7 dias por semana, todos os dias do ano. Além disso, as transações devem ser realizadas em até 10 segundos. 

Sem intermediadores, o dinheiro será transferido em tempo real, da conta de origem para a conta de destino. É como acontece, atualmente, as tranferências entre contas de um mesmo banco. 

Segundo o Banco Central do Brasil, essas operações podem ser realizadas entre: 

  • Pessoas físicas;
  • Pessoas e estabelecimentos comerciais;
  • Estabelecimentos comerciais;
  • Estabelecimentos ou pessoas para órgãos públicos, no caso de pagamentos de taxas e impostos, por exemplo.

Para utilizar o novo sistema, tanto o pagador quanto o recebedor deve possuir conta em algum banco ou fintech. Não é preciso que seja conta corrente.

Como fazer transações com o Pix

O Pix poderá ser utilizado para transações via chave ou QR Code.

Um dos benefícios do Pix é a facilidade de realizar as transações, que agora vão exigir menos dados do recebedor para conclusão da operação. 

Segundo o Banco Central, é possível efetivar a movimentação de três formas distintas:

  • Informando os dados, da mesma maneira que é exigida, hoje, para TED ou DOC;
  • Através de uma chave Pix, em que o usuário irá adicionar os dados da sua conta;
  • Através de um QR Code gerado pelo usuário.

Vamos entender melhor estes dois novos métodos agora.

Transações com chave Pix

As chaves são “apelidos”, usados para identificar sua conta. Com isso, basta informar a chave para que outra pessoa realize a transferência.

Esta chave estará ligada à sua conta bancária e pode ser criada de três formas: 

  • Utilizando um documento, como CPF ou CNPJ;
  • Utilizando o seu telefone celular;
  • Utilizando um e-mail;
  • Utilizar uma chave aleatória. 

Em uma mesma conta você pode ter várias chaves, mas a mesma chave não pode ser utilziada para mais de uma conta. Se você criou uma chave Pix em um banco e deseja usar a mesma chave em outro banco, por exemplo, é preciso solicitar a portabilidade de chaves.

Transações com Pix via QR Code

Outra forma de transacionar com Pix é através de um QR Code, que poderá ser lido em qualquer smartphone. 

Existem duas formas de usar o QR Code, com finalidades diferentes:

  • QR Code estático: pode ser utilizado para pagamentos ou transferência, e o valor é definido pelo pagador;
  • QR Code: gerado para o pagamento de uma conta específica, já com o valor correto. Permite que sejam adicionadas informações extras para cada transação.

Os detalhes de como os QR Codes serão gerados ainda são incógnita, e dependerão do prazo de implementação para a liberação do uso do Pix. 

Como o Pix mudará os sistemas de pagamentos

O Pix vem para revolucionar os sistemas de pagamento, e promete acabar com as transações hoje conhecidas.

Com menos burocracias e transações gratuitas, a tendência é que as pessoas migrem para o serviço e deixem, cada vez mais, de usar meios como DOC ou TED para suas transferências.

Com isso, os bancos também deve sentir uma mudança na arrecadação de valores, já que as taxas pelas transferências não deverá ser mais uma fonte de receita. 

Assim, tanto pessoas, quanto empresas e instituições financeiras deverão se adaptar ao novo momento, abraçando as vantagens do sistema de pagamento e elaborando estratégias para driblar as dificuldades que poderão se apresentar com ele. 

Por outro lado, no quesito segurança, facilidade e agilidade, só teremos a ganhar com o Pix. 

Por ser um sistema muito difícil de ser fraudado, e permitir transações a qualquer hora, em todos os dias, é possível que as pessoas se sintam menos acuadas, aumentando, inclusive, as compras online. 

Principais dúvidas sobre o Pix

O Pix ainda não está em funcionamento, mas com tantas notícias em torno deste sistema é normal que já esteja provocando diversas dúvidas nos possíveis usuários.

Para esclarecer os pontos principais dessas questões, trazemos 10 respostas para as perguntas mais comuns. Confira: 

#1 Como fazer o cadastro no Pix?

Para poder utilizar o serviço, a pessoa ou empresa precisa ter uma conta em um banco, fintech ou plataforma de pagamentos.

O cadastro poderá ser realizado a partir do dia 5 de outubro de 2020. O registro será feito dentro do próprio sistema do banco, via Internet Banking.

É no momento do cadastro que você definirá sua chave Pix, que poderá ser utilizada para as transações futuras.

#2 Como funciona a chave Pix?

A chave é a forma de identificação da conta destino. Se você quiser fazer uma transferência entre contas de bancos diferentes, por exemplo, vai escolher a opção Pix (no lugar de DOC ou TED). 

Ao invés de preencher todos os dados que são solicitados hoje, basta preencher a chave Pix da pessoa que irá receber o dinheiro.

#3 O cadastro no Pix é obrigatório?

Não é obrigatório, embora seja recomendado. O Pix é uma forma muito mais simplificada para pagar e cobrar contas, e deve ser utilizado em larga escala pela população brasileira.

#4 Quanto custa a transação com o Pix?

Entre pessoas físicas, as transferências serão gratuitas. O pagamento de contas ou compras em lojistas também serão livre de tarifas. No entanto, o lojista poderá ter alguma tarifa aplicada para recebimento do valor.

#5 Em quanto tempo recebo um Pix?

A rapidez na transação é, sem dúvida, uma das principais vantagens do Pix. Uma transferência deverá ser concluída praticamente em tempo real, cerca de 10 segundos. 

#6 O Pix terá limite de valor?

Pelo Banco Central, não há limite de valor para a transação. No entanto, cada banco ou fintech pode definir um teto, desde que não seja menor do que o já praticado pelos outros tipos de operação. 

#7 Pix é seguro?

O Pix é seguro, já que o QR Code, por exemplo, é muito mais difícil de fraudar. Além disso, o Banco Central garante a privacidade dos dados, não somente das operações de pagamento mas todas referentes às operações de crédito.

#8 E se o meu banco não estiver cadastrado no Pix?

As instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas são obrigadas a fazer o cadastro. Elas representam cerca de 30 empresas, responsáveis por 90% das transações financeiras do país. 

Ainda que seja optativo para as demais instituições, é muito improvável que fiquem de fora, já que o Pix deverá se popularizar e ser utilizado em massa.

#9 O Pix permite agendamento? 

Sim. O recurso chamado “Pix agendado” permite que o usuário agende uma transação futura, bem como é possível cancelar o agendamento, antes da data programada.

#10 Posso fazer um Pix para o exterior?

Isto não. O Pix é um projeto nacional e ainda não está conectado a sistemas financeiros de outros países. No entanto, é possível que novos recursos permitam este tipo de operação futuramente.

Conclusão

Para ter um bom controle dos pagamentos feitos pelo Pix, conte com um sistema ERP.

O Pix é um sistema de pagamentos que deve revolucionar a relação comercial entre empresas e clientes, e mesmo entre estabelecimentos. 

Além de facilitar as transações, o Pix significa uma importante redução de custos, seja para transferências, seja para emissão de boletos.

Mesmo com essa evolução do nosso Banco Central, é fundamental que a empresa não perca o olho de seu controle financeiro. Substituindo os boletos, é preciso bem gerenciar as transações efetivadas pelo Pix, para manter seu caixa em dia. 

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