Como fazer um controle de fluxo de caixa eficiente na sua empresa

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Fluxo de caixa é o registro da movimentação financeira de uma empresa, considerando todas as entradas e saídas de dinheiro, durante um determinado período.

A gestão financeira deve ser a prioridade organizacional de toda empresa, e o fluxo de caixa é a ferramenta essencial para analisar os recursos que estão saindo e entrando do seu empreendimento.

Olhar apenas para o saldo das finanças da sua companhia não é o suficiente para contabilizar a quantidade de recursos realmente disponível para investimento.

Se você quer diagnosticar a saúde financeira do seu empreendimento, deve compreender como se comportam as transações financeiras da sua empresa, tanto as atuais quanto futuras.

Você sabe quais são os 5 erros que você deve evitar na gestão financeira da sua empresa? Descubra, clicando aqui.

Neste post, mostraremos a importância de um controle de fluxo de caixa eficiente e quais ações facilitam essa rotina organizacional, incluindo:

  • O que é Fluxo de Caixa?
  • Para que serve o Fluxo de Caixa?
  • Importância do Fluxo de Caixa
  • Diferença entre Fluxo de Caixa e Controle de Caixa
  • Quando usar Fluxo de Caixa?
  • Tipos de Fluxo de Caixa
  • O que são os métodos direto e indireto
  • Estrutura do Fluxo de Caixa
  • Se o saldo do Fluxo de Caixa ficar negativo?
  • Capital de giro
  • Regime de Caixa vs Regime de Competência
  • Ciclos do Fluxo de Caixa
  • Como fazer um Fluxo de Caixa eficiente
  • Benefícios do Fluxo de Caixa
  • Como controlar e atualizar
  • Como analisar os dados do Fluxo de Caixa
  • Programa de Fluxo de Caixa
  • Conclusão

O que é o Fluxo de Caixa?

Fluxo de caixa é o movimento financeiro apurado entre entradas e saídas da empresa, ou seja, todas as receitas (vendas, juros recebidos, aluguéis recebidos, entre outros) decrescidas dos gastos (custo da mercadoria ou serviço vendidos, impostos, despesas operacionais, entre outros).

Para efetivar o controle de fluxo de caixa, é preciso registrar todas as movimentações com critério, disciplina e transparência, por um período temporal específico ou com o objetivo de projetar valores em longo prazo.

Essa projeção permite avaliar possibilidades de investimento ou aquisições, além de orientar os gestores quanto às decisões estratégicas que impactam na saúde financeira da empresa, como avaliação de portfólio de produtos, ações promocionais, entre outros.

Para que serve o fluxo de Caixa

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O fluxo de caixa é uma ferramenta que ajuda na organização de suas finanças.

Se um empresário olha apenas para o saldo das finanças empresariais, não está realmente vendo os recursos que estão disponíveis para empresa. Mas, por que?

O fluxo de caixa é uma ferramenta que contabiliza todas as transações que já foram efetuadas e também prevê pagamentos e recebimentos agendados.

Ou seja, oferece uma visão detalhada de quanto dinheiro foi gasto e que ainda precisará ser investido para manter a sobrevivência da empresa, apresentando um saldo disponível mais preciso.

Por exemplo, imagine que você visualize apenas o saldo atual da sua empresa antes de fazer um investimento. Você percebe que possui o valor necessário naquele momento, mas esquece que tem algumas contas a pagar na próxima semana.

Caso você não tenha um fluxo de caixa para consultar, pode acabar fazendo um investimento irresponsável, comprometendo o pagamento de contas fixas do seu empreendimento e entrando num ciclo de endividamento.

Importância do Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é um importante ferramenta para ajudar ajudar sua empresa a desviar de obstáculos que atrapalham o crescimento do negócio.

Por exemplo, com o fluxo de caixa, você passa a controlar com mais precisão as contas a pagar e receber. Com um sistema atualizado regularmente, fica mais fácil identificar as datas importantes de pagamento e recebimento, o que é ideal para planejar seus investimentos.

Além disso, a ferramenta também dá a oportunidade de visualizar a situação geral das finanças e apontar os gastos que podem ser reduzidos para gerar economias no orçamento.

O fluxo de caixa não é importante apenas para consultar as finanças empresariais no momento, mas também para planejar os próximos passos no plano financeiro da sua companhia.

Diferença entre Fluxo de Caixa e Controle de Caixa

Apesar de fluxo de caixa e controle de caixa serem ferramentas parecidas, os seus objetivos são distintos.

O controle de caixa registra as movimentações financeiras da empresa, apresentando o saldo atual. O fluxo de caixa, ainda que também faça esse registro, permite prever as entradas e saídas de dinheiro que acontecerão em um período futuro, auxiliando no planejamento do gestor.

Ou seja, o controle de caixa é um sistema de organização mais simples e que serve para consultar de forma objetiva os recursos que estão disponíveis no momento, sem considerar contas futuras.

Mas para um bom planejamento financeiro, o fluxo de caixa é indispensável.

Quando usar Fluxo de Caixa?

Considerando que o fluxo de caixa é uma ferramenta de controle, previsão e planejamento financeiro, ele pode e deve ser utilizado por empresas de qualquer porte e segmento, pois auxilia na sustentabilidade financeira de qualquer negócio.

A ferramenta permite que o empresário preveja e controle os movimentos financeiros futuros, para investir recursos de forma inteligente e também economizar.

Além disso, fica mais fácil se prevenir contra a falta de recursos, já que o fluxo de caixa prevê as finanças que serão necessárias para cobrir as contas do mês seguinte. Sendo assim, você ganha mais tempo para se organizar e encontrar soluções efetivas.

Por fim, o fluxo de caixa também é ideal para realizar negociações de forma inteligente.

Você consegue prever se é viável oferecer um prazo maior de pagamento para um cliente ou também apontar se o cenário é propício para promover uma promoção ou inovação, por exemplo.

Tipos de Fluxo de Caixa

tipos de Fluxo de caixa - gestao financeira
Veja abaixo os diferentes tipos de fluxo de caixa.

Existem diferentes modelos de fluxo de caixa que oferecem visões mais detalhadas sobre a situação financeira do seu empreendimento.

Conheça os principais tipos de fluxo de caixa e entenda em qual situação eles devem ser aplicados:

Fluxo de Caixa Simples

O modelo é recomendado para empreendimentos menores, que não possuem um alto volume de transações e não precisam de análises tão detalhadas.

Basicamente, o fluxo de caixa simples oferece a visualização das entradas e saídas de recursos, controle de pagamentos e recebimentos parcelados e também prevê contas a pagar e receber dos próximos meses.

Este tipo de fluxo de caixa oferece informações básicas, mas, para a elaboração de um planejamento, por exemplo, é recomendado recolher dados mais específicos.

Sendo assim, o modelo é ideal para empresas que estão começando a se organizar e possuem poucos processos financeiros.

Fluxo de Caixa Descontado

Também conhecido pela sigla FDC, o fluxo de caixa descontado é um cálculo que determina o valor da empresa, geralmente utilizado em casos de venda da companhia e também na captação de investidores.

Leia também:  8 dicas essenciais para manter o controle financeiro da empresa

A análise é feita com o objetivo de prever o retorno que pode ser obtido ao investir na marca, com base na previsão do fluxo de caixa.

O cálculo envolve a projeção do fluxo de caixa para um prazo futuro, subtraindo-se um valor referente aos possíveis riscos do investimento e também o valor calculado da empresa.

Fluxo de Caixa Operacional

Como o próprio nome diz, este modelo de fluxo de caixa contabiliza as transações financeiras relacionadas às operações responsáveis por manter a sobrevivência da empresa.

A ferramenta não contabiliza impostos, juros ou investimentos. Apenas considera os pagamentos e recebimentos essenciais para manter o empreendimento funcionando, como abastecimento de estoque, pagamento de salários e contas, entre outros.

O fluxo de caixa operacional também é recomendado para empresas menores que ainda não possuem processos financeiros complexos. É ideal para organizar as finanças e garantir que os gastos essenciais sejam sempre pagos em dia.

Fluxo de Caixa Indireto

O fluxo de caixa indireto aponta os resultados líquidos, que são informados no DRE.

Ele considera o Balanço Patrimonial, reajustando o lucro obtido em determinado período de tempo a partir das amortizações, juros e depreciações.

Com esse tipo de fluxo de caixa, contadores avaliam se a empresa obteve, naquele período, lucro ou prejuízo.

Fluxo de Caixa Livre (FCL)

O fluxo de caixa livre calcula a capacidade da empresa de gerar lucro em um prazo determinado.

Com este modelo, é possível descobrir se haverá recursos sobrando para investir ou se faltará dinheiro para o pagamento das contas previstas.

Assim, a empresa pode fazer planejamentos para se preparar e tomar decisões inteligentes em relação ao cenário apresentado.

Essa informação é extremamente importante para prever os lucros e a capacidade da empresa de criar capital. São informações essenciais para planejar os próximos passos e também para captar novos investidores.

Fluxo de Caixa Projetado

Neste modelo de fluxo de caixa, não são considerados valores inseridos no passado. Assim, o objetivo é prever as saídas e entradas de dinheiro para um período futuro.

É uma forma de preparar o orçamento para ocasionais imprevistos, como falta de recursos, ou, até mesmo, planejar expansões e inovações com a renda positiva da previsão.

Fluxo de Caixa Incremental

O fluxo incremental contabiliza as entradas e saídas de recursos na empresa de acordo com o lançamento de um projeto.

O gestor consegue identificar se o projeto é relevante ou não para a empresa, de acordo com os resultados apresentados no fluxo de caixa incremental, tomando decisões que beneficiem ou protejam o seu negócio.

Fluxo de Caixa Diário

Como o próprio nome diz, o fluxo diário é atualizado e consultado diariamente, apresentando sempre as últimas novidades sobre os movimentos financeiros da empresa.

O fluxo de caixa diário é um sistema utilizado em empresa de grande porte que possuem diversos processos financeiros complexos. Este cenário exige análises constantes e minuciosas, e uma equipe dedicada em manter as atualizações.

O que são os métodos direto e indireto

Existem inúmeras aplicações do fluxo de caixa, mas todas elas se baseiam nos métodos direto ou indireto.

O método direto considera todas as transações relacionadas às atividades operacionais, investimentos e lucros da empresa. É uma forma de análise completa e mais utilizada entre os empresários. Com ele, você tem os resultados brutos da empresa.

Já o método indireto se baseia nos lucros e prejuízos apresentados no DRE (Demonstrativo Resultado do Exercício).

O método aponta se a empresa ganhou ou perdeu em um determinado período, já que considera os resultados líquidos, sem permitir análises profundas sobre as movimentações financeiras.

Estrutura do Fluxo de Caixa

estrutura do fluxo de caixa - gestao financeira
Veja como funciona a estrutura do fluxo de caixa

O fluxo de caixa visa controlar as entradas e saídas da empresa, demonstrando, ao final, quanto de dinheiro ela possui disponível em caixa, para investimentos futuros, por exemplo.

Tem uma estrutura bastante simples, formada por essas principais variáveis: saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.

Saldo inicial

O saldo inicial é o resultado do fluxo de caixa do período anterior, e o ponto de partida do novo cálculo.

Por exemplo: se você faz o seu fluxo de caixa diário, o saldo inicial será o saldo final do dia anterior, a partir do qual você fará os novos registros, calculando o novo saldo do dia.

Entradas, receitas ou recebimentos

As entradas envolvem todos os recebimentos da empresa, incluindo vendas à vista e à prazo, em cheques (mesmo que pré-datados), rendimentos de aplicações, entre outros.

Saídas, despesas, ou pagamentos

As saídas representam todos os pagamentos feitos pela empresa, como por exemplo:

  • pagamento a fornecedores;
  • despesas bancárias e financeiras;
  • salários e encargos de funcionários;
  • impostos e contribuições
  • energia;
  • aluguel;
  • transporte e distribuição;
  • manutenções de equipamentos, veículos, etc;
  • pagamento de pró-labore;
  • serviços de contabilidade, advocacia e outros;
  • investimentos;
  • amortizações;
  • dívidas.

Saldo de caixa final

O saldo de caixa final é o resultado da operação. Demonstra o quanto de dinheiro sua empresa tem em caixa, podendo ser positivo ou negativo.

O saldo final se dá através da soma do saldo inicial e das receitas, e da subtração das saídas ou despesas. O resultado, se negativo demonstra que sua empresa gastou, naquele período, mais do que recebeu, e é um sinal de alerta.

Se o saldo do fluxo de caixa ficar negativo?

Se o saldo final do fluxo de caixa for negativo, é hora de parar e analisar formas de superar esse problema.

Isso porque um fluxo de caixa negativo, quando persiste por longos períodos, pode acabar levando a empresa à falência.

Avalie, em conjunto com outros indicadores, as possibilidades e oportunidades de reversão: custos que possam ser cortados, ações promocionais que possam alavancar as vendas, revisão dos preços dos produtos ou serviços, entre outros.

Capital de giro

O capital de giro é a capacidade que uma empresa tem de quitar suas despesas sem novas entradas.

É uma espécie de “valor de segurança”, que caso as receitas sofram algum impacto negativo, o capital de giro suprirá as necessidades financeiras por um determinado período.

Empresas que operam com um capital de giro baixo têm maior risco de inadimplência, já que qualquer pequena alteração nas entradas poderá impactar em um fluxo de caixa negativo.

Um fluxo de caixa positivo, com margem alta, permite que a empresa tenha um bom capital de giro para garantir sua sustentabilidade e saúde financeira.

Regime de Caixa vs. Regime de Competência

Você tem duas formas principais de acompanhar as contas a pagar e a receber: pelo regime de caixa ou pelo regime de competência.

Para empresas médias e grandes, o regime de competência é obrigatório, já que essa é a forma aceita pela legislação brasileira e faz parte dos princípio contábeis. Mas todas as empresas podem utilizar esse formato, se preferir.

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O regime de competência registra as despesas e receitas quando elas acontecem, independente do pagamento ter sido nesta data.

Ou seja: vendas à vista ou pagamentos parcelados são registrados no momento da venda ou compra, considerando valor total, e não valor recebido ou pago.

Já o regime de caixa considera o momento da transação financeira. Se você comprou algo parcelado, irá contabilizar o pagamento no momento de cada parcela.

O regime de caixa é o método mais utilizado pelos gestores para avaliação rápida da situação financeira do negócio, já que está vinculado ao fluxo de caixa. É bom, pois permite o entendimento naquele momento exato, mas não permite projeções ou planejamentos.

Ciclos do Fluxo de Caixa

Para entender o processo de funcionamento de um fluxo de caixa, é preciso analisar os ciclos presentes dentro da ferramenta.

Cada um deles diz respeito a uma área da empresa que é envolvida no desenvolvimento da análise.

Econômico

O ciclo econômico envolve todas as etapas de estudo de valores de entrada e saída da empresa. Por exemplo, a análise de fornecedores para comprar matéria-prima ou o estabelecimento do preço cobrado por produto ou serviço na empresa.

É uma área que requer estudo do mercado e também da situação financeira da empresa, com o objetivo de criar uma estratégia inteligente que gere lucros no futuro.

Financeiro

Por mais parecidos que sejam, os conceitos de ciclo econômico e financeiro se diferem entre si.

As etapas relacionadas ao ciclo financeiro envolvem a transição de recursos, ou seja, pagamentos, recebimentos e gestão do dinheiro da empresa.

Por exemplo, o setor econômico estuda as opções de fornecedores e, quando escolhe o que melhor se encaixa com as atividades da empresa, informa o setor financeiro para que ele possa efetuar a compra, caso ela realmente caiba no orçamento.

Operacional

O ciclo operacional abrange todas atividades, já que todas elas são classificadas como atividades essenciais para o funcionamento da empresa.

A gestão de todas as etapas é fundamental para que o projeto seja concluído com sucesso, apresentando resultados coerentes no fluxo de caixa.

Como fazer um Fluxo de Caixa eficiente

Aprenda a fazer um fluxo de caixa eficiente e fique por dentro de toda movimentação da sua empresa.

Agora que você já sabe o que é o fluxo de caixa e entende a importância deste tipo de acompanhamento para sua empresa, chegou a hora de colocar as mãos na massa!

Confira 7 dicas práticas para elaborar um fluxo de caixa eficiente:

#Dica 01: Registre toda a movimentação financeira da empresa

O fator-chave de sucesso de um controle de fluxo de caixa eficiente é o registro de todas as entradas e saídas financeiras da empresa.

Valores gastos, até mesmo, com o pãozinho do café da tarde precisam ser anotados, pois o valor final do fluxo de caixa precisa ser condizente com a quantidade disponível para movimentação.

Esse registro pode ser feito em um caderno, ou bloco, que esteja sempre disponível e por perto, para que nada seja esquecido.

Depois, deve ser transferido para um sistema que seja capaz de integrar as informações entre todas as plataformas que movimentam dinheiro na empresa.

#Dica 02: Integre o controle de fluxo de caixa com o fluxo bancário

O fluxo de caixa deve integrar também o fluxo bancário, pois alguns valores serão recebidos por transferência, depósito etc.

Da mesma forma, serão efetivados gastos pela conta bancária corporativa: pagamento de contas online, despesas financeiras, taxas de manutenção de conta, entre outros.

Por meio desses registros, será possível monitorar a movimentação da empresa, organizar melhor o cronograma de pagamentos, verificar quais são as principais fontes de recursos e estabelecer estratégias para potencializá-las, assim como definir o melhor momento para fazer pagamentos ou aquisições.

#Dica 03: Invista na digitalização de informações financeiras

Para complementar o controle de fluxo de caixa, é preciso armazenar adequadamente os documentos e arquivos que originaram os lançamentos: recibos de pagamentos, transferências, relatórios de vendas, notas fiscais de fornecedores, boletos e contas de consumo, por exemplo.

Esses papéis serão imprescindíveis em auditorias, quando é preciso verificar a inconsistência de dados ou alguma ocorrência prejudicial à empresa.

Além disso, quando a apuração do caixa tiver alguma divergência, será preciso consultar novamente todos os comprovantes que foram utilizados no lançamento.

Uma ação que pode auxiliar na organização e controle da empresa é a implementação da Gestão Eletrônica de Documentos (GED), em que todos os comprovantes são digitalizados e armazenados em um servidor, interno ou terceirizado, on premise (infraestrutura própria) ou em cloud (nuvem).

Isso inibe a necessidade de armazenagem física, o acúmulo de papéis e a falta de critério para classificação, já que, ao serem digitalizados, os documentos podem ser categorizados e armazenados seguindo uma ordem, que pode ser cronológica, de origem, por valores, entre outros.

A manutenção das versões físicas dos documentos é necessária apenas para efeito de fiscalização, porém, a obrigação se estende somente aos que têm validade fiscal.

#Dica 04: Categorize corretamente as contas

A organização é fundamental para embasar análises mais precisas. Quando existe um critério preestabelecido das contas lançadas, fica muito mais fácil apurar a consistência dos gastos e a origem das receitas.

Digamos que a empresa lance, na mesma conta, chamada “gastos”, as despesas com alimentação e transporte dos funcionários, a mensalidade do serviço contábil e os descontos concedidos para clientes numa promoção relâmpago.

Se algum desses gastos aumentar a ponto de onerar a fluidez do fluxo de caixa, será impossível apurar com clareza de onde vem a inconsistência, já que não houve um padrão específico de lançamento.

Dessa forma, é preciso separar, conforme prioridade de análise e origem, as receitas e despesas da empresa. Nesse aspecto, o critério prioridade é relevante, pois, quanto mais categorias forem criadas, mais complexos ficarão a leitura e o entendimento do relatório.

Fuja também das categorias “outros” e “diversos”, por exemplo, que são muito abrangentes e podem atrapalhar o seu controle.

Uma dica é criá-las conforme surgirem as demandas: quando alguma conta não se enquadrar nas existentes, então, será possível criar uma nova.

#Dica 05: Projete os próximos meses

Geralmente, o controle de fluxo de caixa é mensal, ou seja, renova-se computando o saldo anterior, para não atrapalhar a próxima apuração.

Assim, fica mais fácil comparar os valores, em relação ao mês anterior ou ao mesmo período no ano anterior, por exemplo.

Essa comparação também permite estabelecer estratégias mais eficientes, já que é possível avaliar quando e quanto, entre um período e outro, houveram ocorrências, como uma queda de faturamento, por exemplo, que demandaram alguma ação corretiva, como uma interferência nos preços praticados ou uma promoção mais agressiva.

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O importante é estabelecer um período temporal para que o fluxo de caixa não fique muito extenso ou inviabilize uma análise mais criteriosa.

Além disso, é preciso projetar o fluxo de caixa em longo prazo, ou seja, com base em informações atuais, simular cenários para que os gestores possam preparar sua infraestrutura e os recursos necessários.

Isso é importante para aumentar a previsibilidade de uma demanda, principalmente quando a empresa enfrenta a dificuldade da sazonalidade, período em que o faturamento aumenta ou reduz fora da curva normal e exige mais critério na análise.

Isso porque, se o faturamento aumenta muito, o gestor pode se sentir seguro para fazer um investimento alto. Apesar disso, nos meses subsequentes, a receita pode reduzir consideravelmente a ponto de comprometer a capacidade de pagamento desse investimento.

É imprescindível fazer, também, as médias de valores recebidos e pagos, para determinar quanto é preciso reservar como capital de giro mensal, a fim de que a fluidez do caixa não seja comprometida por falta de visão em longo prazo.

#Dica 06: Não misture finanças pessoais e empresariais

Um dos maiores erros é não fazer a distinção entre finanças pessoais e corporativas.

Isso ocorre quando o empreendedor coloca parte do seu salário no fluxo de caixa para cobrir uma despesa mais alta, ou paga um boleto de consumo da empresa na sua conta bancária pessoal.

Com essa atitude, fica muito difícil apurar corretamente os valores e nunca fica claro se o fluxo de caixa tem liquidez ou não.

Saber se as receitas organizacionais cobrem as despesas para a manutenção da empresa é essencial para atestar a viabilidade do negócio.

Por isso, por menor que seja a sua empresa, seja rígido nesse controle e divisão: não misture suas finanças pessoais com as da sua empresa, nem para recebimentos, nem para pagamentos.

#Dica 07: Tenha disciplina e constância no lançamento dos dados

Disciplina é primordial para um controle de fluxo de caixa eficiente.

O ideal é anotar todas as ocorrências no momento em que acontecem, e separar todas as contas e comprovantes que ainda não foram lançados em um só lugar.

Selecione um momento do dia para fechar o fluxo de caixa para que essa atividade incorpore-se à rotina organizacional e sempre apure as inconsistências no momento do fechamento.

Assim, você não se sujeitará à perda de informações, ao esquecimento ou ao desvio de notas, recibos e outros comprovantes.

Benefícios do Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é essencial para diversas tomadas de decisão, auxiliando o gestor a perceber oportunidades, entender capacidade de bancar novos investimentos ou observar necessidades de corte de despesas.

Só com isso, você já deve ter entendido que vale a pena manter o seu fluxo de caixa atualizado. Mas vamos listar, abaixo, outros benefícios que sua empresa pode ter ao utilizar essa ferramenta de controle e análise.

  • Verificar se os recursos próprios serão suficientes para a operação da empresa, ou se o gestor precisará buscar fontes alternativas de receita;
  • Conhecer, com exatidão, todos os custos e despesas, permitindo um cálculo preciso da precificação dos produtos ou serviços;
  • Verificar o desempenho do time comercial, analisando se as vendas estão sendo suficientes;
  • Identificar sobras de caixa, oportunizando investimentos que revertam em novas receitas para a empresa;
  • Prever possíveis situações críticas, antecipando soluções.

Como controlar e atualizar

Independente do benefício que você quer usufruir do fluxo de caixa, é essencial que a ferramenta mantenha-se atualizada para oferecer resultados e relatórios que correspondam à verdadeira situação da sua empresa.

No caso de grandes empreendimentos, é recomendado que o fluxo de caixa seja atualizado regularmente, com todas as transações de diferentes categorias da empresa.

Empresas menores também podem fazer a atualização diariamente, evitando o acúmulo de informação, mas também é possível optar pelo lançamento semanal. Tudo depende do fluxo de transações realizadas pela sua companhia.

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Atualização periódica

A constância de atualização é essencial para seu controle e análise.

Defina a periodicidade que mais faça sentido para sua empresa, de acordo com as rotinas e volumes de transações, e feche seu fluxo de caixa sempre respeitando este período, seja ele diário, semanal ou mensal.

Como analisar os dados do fluxo de caixa

O principal objetivo do fluxo de caixa, além de organizar os dados financeiros, é oferecer informações importantes para a elaboração de estratégias de crescimento e inovação.

É importante considerar os saldos positivos e estudar como este valor pode ser transformado em um novo projeto que beneficiará a empresa.

Por outro lado, é ainda mais relevante estudar os processos por trás de resultados negativos.

Reunir as informações do fluxo de caixa para entender como o prejuízo se iniciou, por exemplo, é o primeiro passo para buscar soluções e evitar que o ocorrido se repita.

Programa de Fluxo de Caixa

Por mais que a elaboração do fluxo de caixa em planilhas e documentos ainda seja comum, a melhor opção é contar com um software online para cuidar da tarefa para sua empresa.

Com um software de gestão, o processo se torna completamente automatizado e o tempo investido na elaboração e atualização dos relatórios é reduzido consideravelmente.

Além disso, é possível gerar análises gerais e detalhadas de forma imediata com a ferramenta digital.

O módulo financeiro do BomControle possui uma área dedicada à análise do fluxo de caixa do seu empreendimento, além de disponibilizar outras importantes funções, como controle de inadimplência e contratos.

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Conclusão

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Ter um fluxo de caixa em sua empresa é fundamental para saber se o caixa de sua empresa está controlado.

O controle de fluxo de caixa é um instrumento imprescindível para analisar a viabilidade da empresa e possíveis mudanças que poderiam aumentar a rentabilidade do negócio.

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