O que grandes empresas têm a ensinar sobre gestão de benefícios?

Tempo de leitura: 6 minutos

O Brasil viveu um aumento no número de profissionais melhor capacitados. Indivíduos formados na graduação se tornaram mais expressivos em nossa sociedade, apresentando em seus currículos diversos cursos de línguas e pós-graduação. Sendo assim, as empresas precisam melhorar sua gestão de benefícios se quiserem atrair os melhores profissionais para sua instituição.

Entenda, na postagem de hoje, como melhorar a gestão das vantagens fornecidas aos seus funcionários.

Quais são as vantagens dos benefícios aos funcionários?

Os benefícios dados aos funcionários têm a função de aumentar a produtividade e o sentimento de lealdade dos empregados em relação às empresas. Se o profissional se sente desvalorizado, pode prejudicar o desempenho de toda a equipe e, coincidentemente, também pode diminuir os resultados buscados pela empresa.

Além disso, a falta de benefícios também é um dos motivos pelos quais um funcionário pede demissão. Empresas com poucos benefícios ou que possuem regras ambíguas e abstratas sobre os rendimentos dos funcionários apresentam um alto nível de rotatividade em seu quadro de profissionais.

Os benefícios fidelizam e aumentam a integração entre o funcionário e sua empresa. Ademais, as vantagens são moldáveis e podem ser escolhidas dependendo do quadro de colaboradores da empresa. Uma instituição composta majoritariamente por jovens pode inserir seus benefícios em descontos em lojas, sejam elas de vestuário, livrarias ou até mesmo do ramo de alimentação.

Quais são os benefícios previstos por lei?

A CLT obriga o empregador a arcar com diversos direitos trabalhistas. Entre eles, estão o pagamento de horas extras e adicionais de periculosidade e insalubridade. No entanto, nenhum benefício é estipulado pela Consolidação das Leis do Trabalho, estando presentes apenas em leis específicas, como é o caso do recolhimento do FGTS, vale-transporte e 13° salário. Todos são obrigatórios.

Além disso, acordos firmados pelo sindicato da categoria têm a mesma validade que uma lei votada em plenário. Alguns instituem o pagamento de plano de saúde e odontológico. O empregador precisa estar atento às leis específicas e aos sindicatos dos funcionários presentes na empresa.

Vale-transporte

Este é obrigatório e deve ser definido, no mínimo, em 6% do salário do funcionário. Algumas variantes podem ser adicionadas no cálculo, como o valor das passagens do transporte público em certas localidades. O valor é geralmente incorporado ao salário do empregado.

Férias remuneradas

Após um ano de trabalho, o funcionário tem o direito de tirar férias no período de um mês, recebendo o salário e um adicional de 30%. Com a reforma trabalhista, é possível “parcelar” o benefício em épocas predeterminadas pelo funcionário.

E as vantagens extras?

Confira as vantagens extras.

Vale-alimentação

A constituição prevê a obrigatoriedade de um espaço destinado à alimentação para empresas com mais de 300 funcionários. No entanto, o pagamento do benefício não é obrigatório por nenhuma lei específica. Mesmo assim, o empresário precisa se informar a respeito das normas decididas pelo sindicato. Às vezes, o pagamento do vale-refeição é exigido por essas instituições.

Caso o empregador decida pelo benefício, precisa se informar sobre os preços praticados pelo comércio em volta do ambiente de trabalho. Assim, não dará um valor excedente, nem deixará os funcionários insatisfeitos com um benefício abaixo do valor de mercado.

Assistência médica

Os planos de saúde tornaram-se praticamente obrigatórios em empresas maiores. Nelas, o plano de saúde é empresarial e o custo, que já é baixo por conta da modalidade coletiva, é dividido entre o funcionário e a empresa. O empregado tem um pequeno percentual descontado do próprio salário.

Para empresas pequenas, o plano de saúde empresarial também pode funcionar muito bem. Para contratos feitos com um montante de 30 pessoas, o período de carência para partos e outras necessidades é diminuído.

Assistência odontológica

Os planos odontológicos eram uma realidade restrita a poucas empresas. Com o aumento do benefício, muitas instituições sentiram-se compelidas a incluírem-no em sua grade de vantagens aos funcionários. Ao procurar um emprego, o profissional enxerga a presença de uma assistência odontológica como um diferencial para as empresas.

Previdência complementar

Os planos de previdência empresariais, por comportarem um alto número de indivíduos inscritos, geralmente apresentam um valor menor da mensalidade para o funcionário. Empresas de grande porte podem criar o próprio plano de previdência, sem vínculo com os bancos. O valor pode ser reinvestido na empresa que, ao apresentar lucros, acrescentará à previdência ganhos maiores do que aqueles fornecidos pelas instituições financeiras.

Educação

O benefício educacional fornecido pelas empresas pode vir de muitas formas possíveis. A empresa pode praticar o reembolso do valor pago pelo funcionário a creches, cursos e outras instituições de ensino. Isso também pode ser um incentivo para que o funcionário continue se especializando em sua área, ou possa retornar ao ambiente de trabalho com a possibilidade de colocar o filho pequeno em uma creche.

Como deve ser feita a gestão de benefícios?

Além dos custos para manter um funcionário, dados os impostos obrigatórios, o empresário precisa se atentar aos custos de cada benefício. Às vezes, a elevada satisfação do quadro de profissionais pode gerar prejuízo e acarretar a falência da empresa, o que será ruim para todos.

Para isso, é necessário seguir certas normas, como manter a transparência e definir regras que não caiam na ambiguidade. No entanto, para organizar todos os benefícios e ter uma visão ampla sobre os gastos gerados por ele, é importante que o empresário entenda a importância de um sistema de gestão empresarial (ERP), fornecido por meio de um software.

Um software de gestão é produzido por empresas da área de Tecnologia da Informação, e apresenta um sistema de padronização de normas que precisam ser seguidas, facilitando o trabalho. O programa tem seu desempenho pautado por modelos predeterminados por uma empresa. Mesmo que a empresa tenha todos os benefícios em planilhas, o software terá a função de unir todos os dados para criar cálculos e, assim, diminuir possíveis falhas.

Ao inserir um sistema de gestão empresarial, é necessário criar um mapeamento de processos para identificar os possíveis riscos e iniciar o processo de melhoria de todo o sistema de gestão de benefícios. O programa serve para auxiliar o gestor na tomada de decisões.

Uma gestão de benefícios bem estruturada aumenta os ganhos das empresas, que terão em seu quadro de funcionários os profissionais mais capacitados; e para os colaboradores, que poderão usufruir das vantagens fornecidas.

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