Capital de giro – 8 estratégias para conseguir capital (fugindo do banco!)

Capital de giro é todo o recurso financeiro com alta liquidez de uma empresa, que possa ser utilizado para o cumprimento das suas obrigações, como pagamento de despesas fixas e variáveis.

O capital de giro garante saúde financeira ao seu negócio e é um dos principais responsáveis pela falência de tantas empresas no começo de suas operações.

Sem o capital de giro, você fica incapaz de pagar suas despesas e de manter o funcionamento da sua empresa. Por isso, em tempos de crise, é ainda mais essencial conseguir ter capital para manter sua atividade.

Já escrevemos, no blog, sobre algumas linhas de crédito disponíveis para micro e pequenas empresas. Vale a pena dar uma conferida.

Mas, se você prefere ficar longe de dívidas com banco, vamos trazer 8 estratégias para aumentar o seu capital de giro sem vínculo com estas instituições.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é e para que serve o capital de giro
  • Quais os tipos de capital de giro
  • Como funciona o capital de giro
  • Como calcular o capital de giro de uma empresa
  • 8 estratégias para conseguir capital de giro (sem precisar do banco)

 

Boa leitura!

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O que é e para que serve o capital de giro

Capital de giro é o recurso financeiro disponível para que a empresa mantenha seu funcionamento, independente de suas vendas

 

O capital de giro é o ativo circulante da empresa. Ou seja: todos os recursos financeiros que estão disponíveis, de forma imediata, para uso.

É com ele que o gestor mantém em dia os pagamentos fixos e variáveis para que a empresa possa permanecer executando suas atividades.

Ao realizar uma venda à prazo, por exemplo, você receberá o valor de forma parcelada e no futuro. Até lá, suas despesas permanecem inalteradas e é preciso ter alguma reserva financeira para cumprir com suas obrigações.

É assim que funciona o capital de giro: uma espécie de “caixa” que deverá cobrir as despesas operacionais da empresa, de forma que ela possa continuar suas operações independente da entrada dos valores de suas vendas.

Note que o capital de giro nada tem a ver com o investimento inicial do negócio: o retorno sobre o seu investimento é longo prazo, e o capital de giro é algo que deve ser previsto no planejamento do seu negócio.

De nada adianta investir em imóveis, equipamentos e matéria-prima se você não dispor de uma reserva financeira para bancar os primeiros meses da operação que, naturalmente, não devem ser de grandes lucros.

Sem um capital de giro adequado, ao menor sinal de crise, sua empresa poderá ruir.

Quais os tipos de capital de giro

O capital de giro nem sempre significa dinheiro na mão. Ele pode, também, assumir a forma de produto em estoque, por exemplo.

Para entender melhor sobre isso, vamos esclarecer os três principais tipos de capital de giro:

  1. Capital de giro bruto e líquido: o total de ativos circulante é o capital de giro bruto; já a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante é o capital de giro líquido.
  2. Capital de giro permanente: este é o mínimo de capital de giro que deve permanecer investido. É o caso de você bloquear parte das suas contas a receber, dinheiro ou ações, e investir em algum produto de alta liquidez, para que possa retirar quando necessário;
  3. Capital de giro variável: estes valores são retirados quando há variação na necessidade do uso do capital de giro, por alguma ocasião específica e pontual.
Leia também:  5 dicas para manter as contas a pagar em ordem na sua empresa

 

Falando um pouco mais do capital de giro, como já mencionado, ele não é apenas dinheiro. O capital de giro pode estar representado por:

  • Dinheiro em caixa;
  • Produtos em estoque;
  • Ações ou títulos do tesouro;
  • Valores disponíveis em contas bancárias;
  • Contas a receber;
  • Outras situações em que você ter, fácil e rapidamente, o valor convertido em dinheiro para pagamentos de suas obrigações.

Como funciona o capital de giro

O capital de giro funciona como uma reserva, um fôlego financeiro fundamental para manutenção da operação.

 

Para entender como funciona o capital de giro, vamos criar uma situação hipotética. Digamos que você produza camisetas.

Para isso, precisa comprar a matéria-prima, pagar o aluguel da fábrica, os custos de mão-de-obra e outras despesas administrativas e comerciais.

Como política da empresa, o prazo de recebimento das vendas é de 30 dias. Assim, a camiseta que você vendeu hoje, você só receberá o valor no mês que vem.

Agora, imagine que você esteja começando esse negócio. Você compra a primeira leva de matéria-prima e faz a produção de 30 camisetas. No primeiro mês, você vende 10 produtos (que, lembre-se, você receberá apenas no mês seguinte).

No segundo mês, ainda antes de receber o valor das vendas realizadas, você precisa pagar a folha dos seus funcionários, o aluguel e a compra de uma nova leva de matéria-prima.

O capital de giro é o que você vai usar para efetuar esses pagamentos, afinal, você ainda não tem caixa disponivel em função das vendas realizadas.

Se você não contasse com um capital de giro, já começaria a ter dívidas no segundo mês da operação. Ou seja: o capital de giro é um “fôlego” extremamente necessário para manter a atividade do seu negócio.

Mas não é somente no início que o capital de giro é necessário. Imagine que você, por vender camisetas, tenha um volume maior de vendas na primavera e no verão.

Afinal, no inverno, as pessoas costumam usar outros tipos de peças e a camiseta não será prioridade na lista de compras.

No entanto, as suas contas permanecem iguais nos meses de frio, mesmo que o seu faturamento caia drasticamente.

Dessa forma, o capital de giro ajudará para que você consiga manter sua empresa ativa nestes períodos de baixa, para que, quando voltar as vendas normais, você possa dar sequência ao seu negócio sem prejuízos.

Como calcular o capital de giro de uma empresa

Para saber qual o capital de giro necessário para sua empresa, basta fazer uma conta simples:

CGL = AC – PC

Onde:

CGL = Capital de Giro Líquido

AC = Ativo Circulante

PC = Passivo Circulante

 

O ativo circulante é toda forma de recursos que possam ser facilmente convertidos em dinheiro para pagamento das contas da empresa.

Já o passivo circulante são todas as projeções de despesas da empresa, programados ou previsíveis.

Quanto maior for o seu capital de giro líquido, maiores as chances da empresa de cumprir com seus compromissos e investir.

Empresas com capital de giro saudável têm menos chances de serem inadimplentes. Por isso, este é um indicador importante de avaliação nas instituições financeiras.

8 estratégias para conseguir capital de giro (sem precisar do banco)

Reavalie as estratégias em diferentes setores e consiga fôlego para sobreviver no curto prazo. O longo prazo é consequência.

 

Em momentos de crise, o capital de giro é o fôlego necessário para garantir a sobrevivência da empresa. Por isso, é fundamental que você reavalie sua operação e encontre meios para aumentar o seu capital (e reduzir despesas).

Leia também:  8 dicas essenciais para manter o controle financeiro da empresa

Lembre-se que, neste caso, o curto prazo é mais importante do que o longo prazo. Ainda que um planejamento seja importante, quando uma crise econômica afeta todo o país, é preciso segurar as pontas dia após dia.

Aquela história de matar um leão por dia, sabe? Então: para ajudá-lo a matar um leão por dia neste período conturbado, separamos 8 estratégias para você aplicar nas principais áreas da sua empresa.

Esperamos que, assim, você consiga manter sua operação ativa até que tudo volte ao normal.

Vamos lá?

Estratégia 1: Clientes

A primeira estratégia para buscar capital de giro é focar nos clientes, buscando uma antecipação de recebíveis.

Procure entender o perfil do seu cliente. Se ele prefere comprar à vista, ofereça vantagens e deixe claro o custo mais alto no caso do pagamento à prazo. Se ele prefere comprar no prazo, você pode embutir o valor dos juros e apresentar um preço à vista possível de ser parcelado.

Reveja, também, os seus meios de pagamento. Evite cheques, transferências ou carnês. Priorize o pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

No caso do cartão, você poderá antecipar o valor diretamente no seu banco.

Estratégia 2: Fornecedores

Quando a crise econômica começa, muitas empresas cometem um erro grave: deixam de pagar seus principais fornecedores.

Sem fornecedor, não existe funcionamento da operação. Então, tome cuidado com suas decisões. O ideal é você cortar os fornecedores menos relevantes para o seu negócio, mas manter aqueles essenciais.

Se for preciso, renegociar as dívidas (desde que você cumpra com o que prometer!), mas procure manter as contas em dia com essas empresas que são vitais para que a sua operação continue.

Estratégia 3: Funcionários

Outro erro que você jamais deve cometer: deixar de pagar os seus funcionários.

Se estiver complicado manter a folha em dia, procure alternativas disponibilizadas pelo governo para apoiar as empresas nestas obrigações. Mas não deixe de pagar os salários da sua equipe.

O que você pode fazer é lançar mão de férias ou banco de horas para reduzir a sua operação por um tempo. Comunicação, também, nunca é demais: converse com seus funcionários sobre uma possível flexibilização da jornada.

E, claro, olhe atentamente para a produtividade da sua empresa. Será que a equipe não ficou um pouco inchada? Em tempos de crise, sempre é hora de desinchar.

Estratégia 4: Estoque

Temos vários artigos sobre controle de estoque e inventário, e não é a primeira vez que falamos isso: produto parado é dinheiro parado.

Por isso, tenha em mente quais produtos possuem mais giro e quais possuem menos. Na hora de comprar ou produzir, apostes nos de mais giro, pois eles têm maior potencial de serem transformados em dinheiro.

Já os produtos em estoque com pouco giro ou muito volume, encontre alternativas para desafogar seu inventário. Crie promoções que permitam aumentar a venda dessas mercadorias ao mesmo tempo que elevam o seu capital de giro.

Estratégia 5: Impostos

Impostos são obrigações fiscais que devem ser pagas, sempre. Mas, nem sempre à vista.

Converse com o seu contador para encontrar uma solução que não prejudique a operação da sua empresa nem acabe se tornando uma despesa ainda maior no futuro.

Leia também:  Compreenda a importância da Integração de processos financeiros empresariais

Leia também: O papel do Planejamento Tributário na Elisão Fiscal – Saiba tudo

Estratégia 6: Investimentos

Tempo de crise não é tempo de investir. Infelizmente, é a realidade.

Suspenda os investimentos de longo prazo e foque somente naqueles capazes de lhe garantir retorno e liquidez a curto prazo.

Estratégia 7: Vendas

Repense sua operação de vendas para buscar atender as necessidades atuais do seu cliente. Especialmente neste momento, em que, por conta da pandemia, o comportamento de compra e consumo mudou bruscamente.

Seja criativo e busque soluções para atender o cliente onde ele estiver. Se você ainda não trabalha com e-commerce ou venda por redes sociais, talvez seja a hora de começar.

Avalie seus canais de distribuição: agora, mais do que nunca, você deve ir atrás do seu cliente, e não esperar que ele entre pela sua porta (até porque, com o isolamento, isso nem vai acontecer).

Outro ponto que pode ser importante é avaliar as unidades do seu negócio. Se você tem lojas, repense se vale a pena manter todas funcionando. Talvez seja hora de fechar algumas unidades e focar naquelas que tenham maior potencial de sobrevivência.

Estratégia 8: Custos e Despesas

Por fim, reveja seus custos e despesas. Nunca foi tão importante ter o controle financeiro adequado: é com os relatórios e indicadores que você poderá avaliar onde existe a possibilidade de corte.

Automatize o que for possível para reduzir os trabalhos manuais, corte as despesas que não estejam relacionadas com a atividade-fim do seu negócio e pause investimentos e reformas que possam ter sido planejadas antes da pandemia.

Mas não esqueça: alguns cortes podem acabar sendo prejudiciais para a imagem e a sustentação do seu negócio. Então, faça cortes, sim, mas não corte tanto a ponto de machucar o seu posicionamento.

Conclusão

Um sistema de gestão oferece indicadores para apoiar a tomada de decisão na hora de buscar aumentar o capital de giro da empresa.

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O capital de giro, como vimos, é fundamental para sustentar uma empresa em períodos de crise.

Mas, para que você possa visualizar onde e como aumentar o seu capital (e reduzir custos), uma gestão eficaz é essencial.

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